Cronica do Amor 2


Te prometo a negação premente, posto que não fui eu, mas o meu desejo a me fazer errar.
Negando, te dou a certeza.
A certeza traz a segurança.
A segurança a manutenção.
A manutenção, o elan, o glamour, a paixão e a alergia.
Então te negarei tudo:
as verdades, as mudanças, as vidas de outrem, a minha dedicação, a atenção, o céu, o universo, a terra e negarei – por fim – até mesmo que te amo.
Pois preciso de ti mais que a mim mesmo e te negando o tudo, nego a mim. Só tu me importa.
E essa minha dedicação é a prova de amor que trago para ti.
Te prometo a tristeza perene, o desânimo diário, o desesperançar noturno.
Pois cada um tem de ser a alegria, a razão suprema e sublime da existência, o motor de alma do outro e, dado o brilho de nossa convivência, o restante do mundo será opaco e sem viço.
Então, ao nos separarmos, nada fará sentido, nada terá gosto ou causará espécie. Somos o sal, o vinagre, o azeite e pimenta da vida.
E esse tempero é a prova de amor que trago para ti.
Somente para ti.
Te prometo o amor seco e morno. Porque todo calor se dissipa e toda umidade evapora.
Só a alma permanece.


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